Programa Sob a Luz do Amor
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
Centro de força coronário
Sentindo o trabalho como um todo
Quanto ao trabalho com os centros de força, é importante dizer que todos estão interligados e por ser assim, não "funcionam" separados, independentes um do outro e até por isso, se fala em alinhamento dos centros de força. E alinhados, estes centros de força, nos permitem acesso a planos dimensionais mais sutis em nós mesmos, pois, a medida que alinhamos os centros de força, vamos tomando consciência daquilo que em nós precisa ser "cuidado ou curado". E sempre este cuidado ou cura, está relacionado a algum aspecto que faz referência a algum centro de força. Curando, cuidando, transmutamos as energias envolvidas àquele aspecto e assim, sutilizamos (nos tornamos ou tornamos aquele aspecto, mais sutilizado - subimos "um ponto" nessa espiral infinita que somos), nos tornamos mais ampliados, enquanto consciências.
Após essa última experiência com o trabalho, sinto que não devemos entender que um centro de força é mais importante que o outro e que um deles deve ser trabalhado mais ou melhor que o outro; o trabalho com os centros de força, deve ser sempre integral, todos, pois somos esse todo e um aspecto nosso, sempre está interligado a outros. Se temos alguma questão física envolvida, sem dúvida trabalhar com o básico e o esplênico, por exemplo é importante, contudo, será que não há alguma emoção ou crença aí envolvidas, nessa questão? Então, provavelmente há. Tudo está interligado e esse olhar integral é algo que nesse agora, é fundamental.
Estamos finalizando o trabalho com o coronário, nesta semana e percebo que, muito do que foi trabalhado anteriormente com os outros centros de força, está aqui, presente, como uma sensação ou "lembrança" e a postura que em mim, nesse agora, é natural/espontânea é de olhar, observar isso em mim, as emoções também surgem, estão aqui e estou acolhendo (observando os pensamentos que surgem, as reações comportamentais e junto parece que me vem algumas inspirações ou intuições do que fazer com tudo isso, mas apenas, nesse agora, observo, acolho tudo isso). E assim consigo compreender a importância do trabalho como um todo e não apenas de um centro de força em específico.
Além disso, sinto também que, muitas vezes, queremos resultados rápidos, quando usamos de alguma ferramenta, queremos que aquilo que desejamos (egoicamente), se realize e não é assim que acontece e isso, pode trazer certa frustração; estamos acostumados a trazer nossas expectativas para "o externo" e aqui, projetamos essas expectativas na ferramenta, como que se apenas nos colocar em meditação, ouvir os áudios, ler a apostila, nos fará mudar, completamente a nossas ações, emoções e, consequentemente, nossa vida. Bem, isso é possível, desde que diante da auto-consciência sobre nós mesmos, nós consigamos lidar melhor com os aspectos da nossa vida ou em nós, e aceitar outros tantos. Porém, será que a mudança que "queremos ou esperamos" é o que de fato estamos criando/vibrando - percebem a importância da consciência? Através da auto-consciência é que é possível saber o que estamos vibrando e se estamos disponibilizando os potenciais necessários, para esta mudança, pois, somos nós que fazemos essa mudança acontecer, mas também somos nós que criamos a realidade que queremos mudar.
A aceitação, é algo que percebo muito presente durante todo o trabalho. O quanto, essa aceitação é ausente em nós, o quanto não compreendemos sequer o que é "aceitação" - entendemos que é se conformar ou desistir de algo, ou ainda permanecer do jeito que está, passivamente. A aceitação é algo que não apenas se entende, mas se manifesta, nós podemos experiencia-la quando em nós integramos certos aspectos e disso, surge a compreensão e a consciência se amplia diante daquele fato. É o que sinto, nesse agora.
Esta ferramenta nos permite esse olhar mais integral e nos possibilita à aceitação, através, da auto-consciência. Através desse olhar podemos nos acolher com mais amor sim, compreendendo que amor é inteiro e não parcial, então o amor, é "sim", mas também é "não", metaforicamente, falando. E esse amor é dentro de nós, somos esse amor ("sim e não; luz e sombra"). E sabemos o quanto temos dificuldade de aceitar os "nãos" em nós ou aquilo que entendemos como "não" e dessa forma, é assim que atuamos também com as nossas experiências e relações, neste mundo. Sintamos!(Kátia de Souza)
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Kátia de Souza,
setembro de 2019
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