sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Permita-se ser!

Permita-se ser!

Quando nos colocamos no caminho do ser integral que somos, é inevitável a desconstrução de muitas ideias e consequentes crenças em nós. Tudo que acreditávamos, parece que vai se desmoronando em nós, a intensidade daquilo que sentíamos sobre determinadas coisas, já não é mais a mesma e muitas desaparecem. E nesse processo, é possível que nos sintamos estranhos, como se estivéssemos perdendo a nós mesmos, o sentir-se perdido é comum; o não ter mais nada a que se "agarrar" para confiar, sim é natural e isso, pode gerar muita angústia, medo até, pois, você está voltando, está retornando ao que realmente importa e percebendo que não há nada ao que se agarrar porque você não precisa confiar em nada mais, externamente a você. E é nesse momento que também é comum que comecemos a buscar referências externas a nós, para preencher esse, aparente, vazio. Porém, esse esvaziar-se, é você começando a tomar consciência de que você é um ser ilimitado, amplo e desconhecido ainda, a si mesmo. É natural ficar temeroso diante desses sentimentos, mas é importante que saiba que a partir daí tudo pode ganhar em amplitude. Permita que tudo que não te serve mais, de fato se dissolva, você é mais do que pensa ser.

Tudo, absolutamente tudo, inclusive a confiança é, em você mesmo e isso pode ser acessado, sentido, compreendido a partir do momento que nos permitimos sair dos condicionamentos, diluir crenças e sair das expectativas externas de algo que venha nos salvar ou nos conduzir. É nesse processo que percebemos o quanto tudo isso é uma "ilusão" - uma ideia construída pela mente, até o momento necessária, para que chegássemos até aqui e percebêssemos que podemos ir mais longe e para isso, precisamos deixar essas crenças, solta-las e nos perceber mais amplos. 

Aquietar-se nesse momento pode ajudar no processo de acolhimento de certas angústias (emoções) pois, assim não preencheremos esse espaço, aparentemente vazio com outras e mais ilusões ou crenças que apenas nos limitam. Que possamos nos permitir a esse espaço em ampliação que é em nós, ilimitado! Sintamos! (Kátia de Souza)

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